Vocês me perguntam muito sobre como falar de segurança com as crianças sem tirar a pureza da infância.
Preparei um carrossel com uma conversa que considero essencial. Não se trata de assustar, mas de empoderar.
Se tem uma frase que eu gostaria que toda família soubesse é esta: a proteção começa na conversa. Como pediatra, eu sei que esse assunto pode parecer difícil de iniciar, mas são os pequenos momentos de diálogo que criam o escudo mais forte contra a violência.
Uma criança que se sente ouvida dentro de casa tem muito mais chances de pedir ajuda se algo ruim acontecer fora dela.
Os sinais de que algo não vai bem nem sempre são palavras ditas. Às vezes, a criança manifesta o desconforto voltando a fazer xixi na cama, tendo pesadelos recorrentes, apresentando machucados sem explicação ou até mesmo uma tristeza que não passa.
O corpo fala quando a boca se cala.
Os pediatras também são parte dessa rede de proteção.
A consulta pode ser um espaço seguro para essa revelação. Não tenham medo de compartilhar suspeitas ou mudanças de comportamento das crianças e adolescentes. Cuidar da saúde é garantir a integridade da alma.
Disque 100. Proteger é um ato de amor.
Se você desconfia de algo, não enfrente sozinho. O Disque 100 garante o anonimato e salva vidas. Que neste Maio Laranja a gente aprenda que proteger é também se informar.


