Você já ouviu falar que “quando nasce um bebê, nasce uma mãe”?
Eu, como pediatra, digo que junto com a mãe nasce uma imensa necessidade de cuidado.
É importante lembrar que a saúde mental de quem cuida é a base da saúde do bebê.
Vamos conversar sem julgamentos?
Se o conteúdo desse carrossel tocar seu coração, envie para uma amiga que está nessa fase. Às vezes, um simples carrossel mostra que ela não está sozinha.
Muitas mulheres chegam no consultório exaustas, sentindo culpa por não estarem felizes o tempo todo.
Sabe o que eu digo?
A ambivalência materna é real. Sentir medo, cansaço e tristeza no pós-parto não faz de você uma mãe ingrata. Faz de você humana.
E esses sentimentos merecem ser ouvidos e tratados.
O desenvolvimento cerebral do bebê nos primeiros MIL DIAS de vida depende de um vínculo seguro, e para criar esse vínculo a mãe precisa estar amparada.
MÃE, você está dormindo bem? Como está se sentindo?
Uma mãe emocionalmente bem consegue interpretar melhor o choro e as necessidades do seu filho.
PARA QUEM ESTÁ AO REDOR
A rede de apoio não é visita para ver o bebê. É quem lava uma louça, prepara uma sopa, segura a criança para a mãe tomar um banho demorado.
Não esperem ela pedir ajuda. Ofereçam presença e serviços práticos. Isso salva a saúde mental materna.
A tristeza pós-parto que persiste, a falta de prazer em coisas que antes eram boas ou a ansiedade extrema NÃO SÃO “fraquezas”.
São sinais de que algo bioquímico pode estar em desequilíbrio.
A depressão pós-parto é a complicação mais comum do puerpério e tem tratamento. E o tratamento da mãe é também o cuidado da criança.
“Cuidar de quem cuida é pediatria também.”
Neste mês e em todos os outros, que possamos olhar para quem cuida. Acolher a mãe é prevenir adoecimentos na infância.

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Vocês sabem qual é o primeiro escudo de proteção que oferecemos aos nossos filhos? Confiança na ciência. Estamos com campanha de vacinação

